sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Key

Um dia, mais um
um banho, uma correria
mochila nas costas e rua
um ônibus cheio, uma estrada com gente caminhando
um sol alaranjado, uma música suave

uma aula, outra aula, mais meia

um pensamento, um incômodo
uma mão na maçaneta e pessoa para fora da sala
uma construção, uma árvore, um pôr-do-sol desenhado no céu

um pensamento, outro pensamento, outro pensamento [...]

uma nostalgia

passosprasala/mãonamaçaneta/dentrodalasa/meiaaula/porta/chãodeterra/ônibus/casa

um dia, mais um, todo engaiolado em um sorriso e num pseudo cansaço

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Catching stars

Perdido no mar em noite de tempestade; como pôde o navegante, com olhos pesados de tão exausto, esperar que o farol viesse até ele e o resgatasse do meio do oceano????

Bobagem, um farol guia, sempre.

O muro que se projetava acima de sua cabeça, outrora, com uma luz coroando o topo era a fonte de toda a sua segurança, e isso era mais ainda transmitido, quando em terra firme estava. Essa idéia o colocou em um conforto que talvez responda o que foi questionado acima.

Bobagem, um farol guia, sempre.

Incerteza, dúvida, fé??? esses eram os sentimento que seguravam o leme junto com suas mãos. será que fui abandonado?? onde está o farol?


Bobagem, um farol guia, sempre.

Em meio a essa turbulência ele deixou perder um conjunto de memórias que levava consigo pendurado ao peito, então decidiu cair na escura água, e se perdeu, até mesm [...]

corpo? nunca encontrado
Morto? não se sabe

Bobagem, um farol guia, sempre.



Um dia foi descoberto que o tão adorado farol não passava de uma velha torre vazia.

Luz? essa não emitia mais

se tivesse procurado ao redor. se tivesse olhado para cima, teria visto a projeção de diversas luzes que o teriam guiado.

Se tivesse se contido um pouco mais dentro de si, teria conseguido reter o que perdeu

Verdade, um farol guia, sempre, só temos que saber onde procurar a luz. a

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Infinito particular

Não queria tranformar esse blog mesmo numa página piegas coisas particulares que quase ninguém que entrasse aqui fosse entender, entretanto, existem algumas imagens que tenho experimentado últimamente que eu gostaria de compartilhar aqui com quem acompanha ou que ainda irá acompanhar esses escritos.

Alguém foi no quintal da sua casa um dia desses, com o mp4 no ouvido escutando uma canção desenhada com dedilhados de violão seguido por uma voz bem leve mas que mesmo assim não deixa de injetar profundidade em cada frase, como :

"...I can see it all tonight, underneath a perfect sky, where the universe revolves around the pupil of an eye..."

ALguém ficou olhando para o céu, que assim como na música, estava perfeito. Nessa contemplação alguém observou a infinitude de tudo que estava acima de sua cabeça e olhando para dentro de si percebeu que cada ponto brilhante desenhado no céu estava projetado em sua própria alma.

cada estrela significava uma experiencia: alegrias e tristezas momentos que apenas compunham um quadro.

Muitos passam e observam a imagem, poucos param, alguns desenham mais uma estrela em seu peito, uns acreditam piamente que reconhecem os padrões dos traços outros com muito menos pretenção de fato o compreendem mesmo sem analisar com tanta veemência - creio que esses apresentam quadros muito parecidos.

Depois do imenso devaneio, Alguém cruza a porta do quintal e retorna para o quarto, afinal a rotina chama de volta. ainda no mp4 a música que trouxe tanta vida vai morrendo:

" I can see it all tonight"

domingo, 9 de agosto de 2009

Cordas de cinzas

In the back of a dragonfly he finally went away, he has just done what he ought to do a long time ago, c'ya...

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Rotulos

Passamos uma vida inteira envolvidos nesses classificadores sociais e nem percebemos o quanto nos confere importância. A grande maioria das pessoas esculpem descontentamento quando é empregue o termo "rotular" entretanto nós mesmo fazemos isso conosco e com os outros e nem percebemos.

Uma vida inetira passei pelo "perfeccionista", não sei se ganhei ou se me dei esse presente - isso não importa - mas me permiti despir desse e fui feliz com tal atitude, descobri que assim como qualquer outro ser vivo eu erro e posso errar sem me envergonhar disso, sem qualquer receio posso perder com o mesmo orgulho de quando outrora ganhava.

Sempre me atribui o " perfeito amigo " e no medo de tirar esse rótulo daqui eu acabei o fazendo. com isso aprendi que de fato o que se leva a frase bem conhecida " o que se leva vida inteira para construir pode ser desmontado com apenas uma pequena atitude " pode também ser atribuida a mim mesmo - fato que confere muita dor ao golpe

Sempre galguei o "diferente", quer seja em forma de pensamento quer seja em atitudes ou em coisas menores como gosto musical. aprendi que muito pode ser aprendido com as pessoas que menos nos parecem lustrosa aos olhos e afirmo que aprendi muito mais com os que não se consideram detentores de "dádivas e dons". hoje consigo ter lições completas de vida de um simples pôr-do-sol, de uma velha senhora que virou andarilha por perda de familiares e da residência.




Hoje posso dizer que o aprendizado de uma conversa sem sentido, no meio da madrugada com vodka e coca-cola pode ser muito, digo, infinitamente, mais enriquecedor, que uma aula de música com violinista de orquestra, professor de inglês, Phd em genética molecular

Hoje posso dizer que nem deus e nem diabo eu sou; imperfeito (muitos defeitos - nem imaginava tantos); posso errar como qualquer humano.

Ter medo, chorar, ser fraco e ERRAR não é vergonha.

Sem estar centrado no que vai acontecer o que eu almejo não é ter a capacidade de acertar sempre mas a de saber reconhecer um erro e ter a coragem de pedir desculpas e tentar conserta-lo;

E dessa forma, como há muito tempo eu não me sinto, eu me atribuo o rótulo que eu há muito sinto falta, o que eu havia me esquecido de como era, e o que eu também tive medo de perder pelas dificuldade, simplesmente: "Samir"

SAMIR

Origem:
ÀRABE

Significado:
O COMPANHEIRO FALANTE

terça-feira, 24 de março de 2009

recortes de revista

E hoje de tarde choveu forte aqui.

Eu, sem nada para fazer fui até a janela e fiquei assitindo a água encher o canteiro e quase afogar as plantas. gota por gota caia pelas folhas e se juntavam à poça na terra.
quando a chuva passou, ou ao menos ficou mais fraca, já era quase 5, talvez 6 da tarde, fui até a porta da rua ver a agua que corria na esquina da rua; Do nada decidi fazer um barco de papel e o soltar correnteza abaixo. Assiti seu percurso por mais ou menos uns 20 metros, quando ele ficou preso numa pedra no meio da água; Nessa altura eu já havia perdido o interesse no barquinho e estava completamente absorto na correteza de minha mente.

fui perceber ao caminhar de volta para casa o quanto a rua havia mudado:

As pedras da rua não são mais as mesmas - foram cobertas por asfalto.

As casas não são mais as mesmas - foram desgastas pelo tempo ( algumas foram reformadas ^^ )

Os vizinhos não são mais os mesmos - tomaram seus barcos de papel os fora por em outras enchorradas

A rua se esvaziou e ninguém sabe informar o que de fato aconteceu com a alma que ela costumava ter

Foi coberta pelo asfalto? desgasta pelo tempo - mesmo sendo reformada - ? ou foi dar significado à outras enchorradas?

E obviamente isso todo esse evento foi dado dentro de meu quarto, pois chover aqui nessa cidade está dificil
^^

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Máscaras e/ou placebos

Limpando da estante:

Cansaço com disposição
Descontentamento com sorrisos
Vazio com obrigações
Sonhos com possibilidades ("isso de fato está em minhas mãos" - Será?!?!?!?!?!?!)
Saudade com rotina
Fraqueza com concreto
Melancolia com piadas (geralmente em outras pessoas)

Utilizamos de tudo isso para fazer a casa menos suja parecenco menos agressiva aos olhos, obviamente dos outros. mesmo efeito de juntar toda a terra e guarda-la dentro de um livro. Ela estará lá até que realmente se tenha disposição para jogar fora, mesmo que pela janela.
Acho que seria mais fácil estar cansado, descontente, vazio, saudoso, fraco e melancólico, pois isso tudo soaria mais real e dignamente sujo. =]

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

"Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara."

Excerto inicial do livro "ensaio sobre a cegueira" do José Saramago.

Para quem ainda não teve a oportunidade de ler ou ao menos conhecer do que se trata a história, ela relata a situação onde a humanidade, repentinamente, se torna cega; Apenas uma mulher, por motivo não revelado - ao menos até onde eu li ^^ - não foi afetada, e por conseguinte passa a ter responsabilidade sobre os outros.

Não falando sobre a mensagem direta e principal do livro, algo a mais é realmente importante de ser ressaltado: a capacidade de ver - não apenas no sentido reto da palavra tangente ao sentido da visão propriamente dita; pretendo abranger a capacidade perceptiva de uma forma geral, a capacidade de "ler nas entrelinhas", interpretar o que não seria "verbalmente dito".

A habilidade visual é fantástica. é muito dificil imaginar um organismo sobrevivente à seleção natural não apresentar a capacidade de análisar mais profundamente o ambiente e/ou circunstância no qual está inserido, entretanto, em adiçao à dádiva, não foi acoplado um filtro onde apenas o útil ou necessário - sem querer citar: agradável - possa ser interpretado. No caso do livro, isso é acentuadamente ressaltado nos trechos que relatam a mizéria da natureza humana que foi exposta em por alguns personagens do livro em resposta a cegueira que pode apenas ser literalmente visualizada pelo personagem principal citado acima.

Até onde é válido e conveninente conseguir reparar? acredito que nesse caso nem vale o 8 nem o 80.

O "reparar" em excesso - levando sempre em consideração interpretações absolutamente reais- pode acabar revelando situações de certa forma agressivas na mesmo proporção de imutáveis e/ou inevitáveis onde o mal estar é por si só inútil.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

First rehearsal

E então mais um ano começa, ou mais um acaba? isso as vezes parece aquele lance de "depende do ponto de vista" referente à eterna luta entra o pessimista e o otimista.
Agora - ao menos dizem- é o momento onde deveriamos parar para pensar em tudo o que já foi e fazermos expectativas e bons desejos para o novo ciclo que se inicia. As vezes creio que essa idéia de ciclo acaba fazendo com que sempre esperemos que um finde para que possamos tentar mudar qualquer coisa.
então, só por hoje:

-Quero ler mais e ler menos
-Quero ouvir mais músicas
-Quero acordar mais cedo e dormir mais tarde
-Quero desrespeitar português
-Quero Conhecer mais pessoas
-Quero ser mais suscinto
-Quero queimar minha agenda
-Quero me arrepender só depois de amanhã
-Quero ser mais silencioso e mais barulhento
-Quero me lembrar melhor ( onde eu coloquei mesmo minhas chaves? WTF!!!!! -.-' )
-Quero dar menos idéias
-(...)

Enfim.. Feliz 2009 \o/