terça-feira, 2 de novembro de 2010

Um dia o sol vai se pôr para você

Nossos medos geralmente estão atribuídos às imagens que de alguma forma nos trazem dor e funcionam como um mecanismo de auto-defesa impedindo assim que nos se submetamos às situação de outrora: quem já sofreu acidente com chamas provavelmente será capaz de desenvolver uma fobia à elevadas temperaturas e qualquer situação que as envolva. Entretanto, o mais curioso, é que individuos que foram submetidos às mesmas experiências traumáticas podem no final das contas, manifestar - ou não - suas esperadas fobias, com intensidades diferentes. acredito que haja sempre um tempo para toda e qualquer manifestação de eventos na vida; é impossível à qualquer pessoa não apresentar medo em uma sequência pós-traumática, sendo variante apenas a duração disso e é aí onde está ao meu ver a linha entre um evento naturalmente benéfico e outro completamente limitante e de certa forma prejudicial.

Não sou o maior exemplo de bravura mas sei bem do meu potencial para superar as coisas - quem me conhece sabe que já levei um tiro e hoje lido com a situação da forma mais cômica possível. Com o tempo eu fui vendo que esse mecanismo de defesa, se prolongado, pode simplesmente amputar parte de coisas boas que poderiam vir a acontecer e passei a optar pelo encurtamento dessa fase mesmo que na maioria das vezes isso significasse um enorme receio de cair novamente em um abismo que estava simplesmente uivando logo atrás dos meus calcanhares; digo que em todas as vezes apenas boas coisas aconteceram, e até então não me balançei nem caí dentro dele.

Enfim, óbvio que, assim como cada pixel dessa página tem um sentido de estar onde está, esse post tem um propósito.

Tente não perder tempo imaginando como seria sem ter ao menos tentado afinal. Mais vale morrer com uma segunda bala :P do que ficar trancado dentro de casa com medo de qualquer som mais estridente, pois independentemente de você, o tempo passa, as folhas secam, o vento as leva, e mesmo que na próxima estação outras estajam lá verdes novamente, elas serão outras.

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