quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Would you help me to carry the stone??

suavemente ele foi empurrado contra a maré... seu barco, sem respeitar os avisos, entrou novamente no grande redemoinho e foi facilmente tragado, infantilmente tragado.... nascer do sol, pálpebras se abrem, cantar de pássaros, pálpebras se abrem, frio, pálpebras se abrem, visão turva, pálpebras se abrem, mãos úmidas, pálpebras se abrem, sobriedade e pálpebras novamente se abrem...

por mais que tenha sentido ou noltalgiado, bem no interior de sua alma, as perdas ou conquistas não significam mais nada - ou aparentemente - quando se está com um pé na ideia do futuro e o outro também. o que permanece: que bom; o que já se foi: que ótimo; o que estar por vir: espero; mas o que eu me prendo: só lamento - já deveria ter me desvinculado.

Cada conquista passa a ser uma grande vitória quando um por cento do que se esperava do ideal já foi atendido. A proporção do ideal pro que se espera quando se está envolvido sentimentalmente com uma situação é muito díspar da realidade. hoje, com o barco em costa, com tatuagens na pele, ele levanta e grita - para as areias - 'estou livre" e finalmente, independente do almejado, ele de fato o está.

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